Não tem nada que me deixa mais chateada do que escrever um texto de que não gosto. Bom, você pode dizer, Deleta, Não publica, Queima, Esconde na barriga da grávida de quadrigêmeos. Mas o fato é que existem compromissos e prazos e aí, se você não teve uma ideia mais bacana, é aquela sem sal mesmo que vai ser trabalhada. Com dificuldade, mas fazer o quê?
Eu geralmente gosto das coisas que escrevo. Juro, fico feliz quando alcanço minha proposta, seja no conteúdo ou na forma. Tem muita gente que não gosta do meu estilo e eu nem ligo mais. É só não ler e, se for fazer alguma crítica, que seja construtiva. Odeio haters. Me transformo num, só quando eles aparecem com seus comentários vazios. Preguiça deles. É muita falta do que fazer entrar no blog alheio pra encher o saco. Eu, por exemplo, me matricularia na hidroginástica, em vez disso. Pelo menos emagrece.
Não sentir prazer ao ler um texto que acabei de escrever me deixa mais frustrada do que tentar escrevê-lo. Morro de medo de exagerar na dose de imagens. Não perceber clichês. Me tornar o Wando da internet. O paraibano Gerardo, cheio de Luiza e outros apêndices. Pânico.
O que me consola é que, quando a noite passa e volto ao texto, simpatizo. É quase a segunda chance para gostar daquela música sem graça. Alguns até contemplo. É estranha essa experiência. Deve ser a exposição. Deve ser a urgência. Escrever não é mais uma necessidade de expressão. É obrigação. É compromisso. E eu fico muito feliz de ter profissionalizado o meu lazer.
Esse é meu novo conflito. Entender e aceitar que nem sempre vou escrever do jeito que eu gosto. Do jeito que aprovo. Ou por tempo. Ou por bloqueio. Ou por inspiração. Ou por outras bobagens.
O lado bom é que logo, logo chega a semana seguinte. O texto seguinte.
3 Comentários:
Priscila, é impossível atingir a perfeição o tempo todo. Mesmo que essa perfeição da qual falamos, seja a sua e não uma perfeição unânime.
Um abraço
Quando entrei na faculdade de comunicação, uma professora nos disse para não perdemos o foco do que nos levou a esse curso, não escrever por obrigação e sim por amor. Na época, no meu 1º semestre achei que isso nunca iria acontecer, hoje quando vou escrever por escrever, me pego olhando para uma folha de papel em branco (não gosto de escrever direto no pc) e sem muita inspiração para começar.
Eu gosto dos seus textos.
isso acontece de vez em quando, mas a gente sempre tenta melhorar. :)
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