Em São Paulo, hoje de manhã, chovia. Quer dizer, garoava na Zona Oeste e embora, meu cabelo brigue com a gravidade quando o tempo chora, eu ensolarei. Pensei São Paulo garoa, Eu faço sol. O ano é novo. 2011. E de pequena eu nem calculava quantos anos teria hoje. Impressionante mesmo era saber a idade na virada do século. Eu teria 19. Adulta demais. Número ímpar, não gostava. Preferia os pares. Me pareciam mais divertidos e escritos a grossas linhas. O ímpar não. O ímpar é sério. é maduro.
Estou na rua sentindo o fresco das borrifadas de água, que hoje não são mais minhas. Em 2011 eu quero. Eu quero água só pra beber. E da salgada, a do mar. Ou de uma história que sobrevive na boca de alguém. Eu quero adjetivos. As lembranças cheias de adjetivos. até os ruins que é pra eu não me esquecer dos centavos que me arranharam. Eu andei pensando. Muito. Tive um mês de guarda dos meus pensamentos. Chegamos a algumas conclusões. Tão óbvias. Tão difíceis. inevitáveis a esta altura. Eu quero. é só mais uma tentativa. Limpar o peso de ver o que odeio. Ser leve, mas ímpar.
FELIZ ANO NOVO!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
" a gente arruma cada merda pra se ocupar quando tá fodido. tudo pra fingir que não é com a gente. " (aos ossos que tanto doem no inverno - sergio mello)
eu arrumo companhia. qualquer coisa pra interromper o pensamento. e nem sempre eu consigo. no meio do samba, deu vontade de chorar. e eu até chorei. porque tava escuro. mas alguém reparou e veio falar comigo e. eu tentei cantar a música bem alto como se. eu consegui por sete segundos. eu quase me convenci de que não me importava. mas eu acho que sim. mais com a minha postura (ou falta?) do que com. acho mesmo é que a cerveja me deixou puta. não tava quente. era brahma. tudo perfeito. eu perfeita. um vestido bonito. olhos destacados. perfeita até o topo do meu limite. mas de que adianta? é tudo superficial mesmo. não vai ser isso que. eu não consigo ser melhor. só burra. mais uma vez BURRA. pela décima, centésima vez BURRA. por isso eu sorri e tentei mais uns goles. os copos que não te deixam olhar pra trás até que. até que você precise sorrir de novo porque Tá tudo bem, magina. ninguém reparou. ninguém nunca repara no que a gente pensa. eu também não reparei. ainda não. não tive tempo pra.
eu arrumo companhia. qualquer coisa pra interromper o pensamento. e nem sempre eu consigo. no meio do samba, deu vontade de chorar. e eu até chorei. porque tava escuro. mas alguém reparou e veio falar comigo e. eu tentei cantar a música bem alto como se. eu consegui por sete segundos. eu quase me convenci de que não me importava. mas eu acho que sim. mais com a minha postura (ou falta?) do que com. acho mesmo é que a cerveja me deixou puta. não tava quente. era brahma. tudo perfeito. eu perfeita. um vestido bonito. olhos destacados. perfeita até o topo do meu limite. mas de que adianta? é tudo superficial mesmo. não vai ser isso que. eu não consigo ser melhor. só burra. mais uma vez BURRA. pela décima, centésima vez BURRA. por isso eu sorri e tentei mais uns goles. os copos que não te deixam olhar pra trás até que. até que você precise sorrir de novo porque Tá tudo bem, magina. ninguém reparou. ninguém nunca repara no que a gente pensa. eu também não reparei. ainda não. não tive tempo pra.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
que não sou esse sorriso integral, já sei. mas escondi. quando o cansaço de Me Parecer Com chegou - ou a fraqueza rasgou os trapinhos que cobriam o meu Não Tem Tempo Ruim - tudo que era falso fugiu. tudo em que não cabia o meu discurso. que coração é esse que se calou por tantas festas? não sou dura. e isso é graça. não sou Foda-se. e isso também deve ter charme. Menos fluorescente, mas tem. eu não entendo o que acontece até verbalizar. e fui educada pelo silêncio. Não preciso. não preciso de foto bonita pra mostrar. só pra ver. tento me olhar. foto bonita não existe. eu acho - ou é sugestão de raras e cortantes indelicadezas. meu caráter não é bronzeado e nem tem a bunda grande. e eu nunca fui com a cara dele. mas tem gente que vai. bastante. tanto que me convence. eu acredito em você. apesar de todas aquelas noites, eu acredito. e talvez o que o mundo proponha não seja pra gente. talvez eu não consiga lidar com o que é nosso. mas como eu gosto. porque o dia em que eu apagar todas as ruas pelas quais passamos e aquela padaria não me segredar mais nada, além de pão, eu posso ter encaixado outra pessoa dentro da cabeça e das minhas páginas. e não vou nem pensar na saudade de nunca tentar. estranho é como as situações se invertem. a tristeza só pra mim. pros meus sonhos egoístas e frustrados. pra gente, sobra a diversão contaminando a nascente de mais um dia. Poderia ser divertido, mas é melhor olhar pra depois.
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