terça-feira, 2 de abril de 2013

AMOR VIVO, TEXTO MORTO






Amor vivo, texto morto. E a dificuldade para falar do tema, quando o peito está tranqüilo e desafogado. E a página em branco cansada de posar e não se transformar. À espera da criatividade acordar do coma. 

Quando o amor não fere, palavras sobre ele têm jeito de garota careta. Garota que leva lancheira para a escola no ensino médio. Que a mãe não deixa se divertir nas tarde de algum shopping do bairro com as amigas e óbvias paqueras. Garota apática.

A felicidade é a depressão do texto. É a caneta sem tinta. Amor devolvido escreve de olhos secos e sorriso  na cara. Bagunça a vocação. É texto a lápis, com a segurança da borracha. Páginas vazias. Sem motivos para a melancolia, a tela silenciosa é mais encarada do que provocada. O câncer do texto é ter o coração em paz.

Procuro pela minha próxima ferida. Não posso largar a única desculpa que tenho para viver. Preciso respirar empedrado pros dias fazerem sentido. Preciso de caneta. Pouco papel. Adrenalina nas teclas.

Desapareça, moço. Fique aí, longe, de costas pra mim. Mas me encare, de vez em quando, para eu ter um porquê. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

VAMOS PUBLICAR MEU LIVRO DE CONTOS?





Queridos leitores,

quero agradecer a todos que acompanham os meus textos. Vocês me inspiram e incentivam, aumentando a minha vontade de escrever cada vez mais.

A tecnologia é incrível, a rapidez do on-line me dá respostas sobre o meu trabalho a cada like, cada comentário e cada compartilhamento nos meus textos.

Mas sou escritora, por paixão e graduação, por isso senti que chegou a hora de migrar o meu trabalho para o papel e publicar um livro com a ajuda de quem mais apoiaria a ideia: vocês. Então entrei no Vakinha, um site no estilo crowdfunding, que significa colaboração coletiva, para que esse sonho possa se realizar.

“Nossos Amores Interrompidos” é um livro de contos sobre os amores que por algum motivo tiveram de ser interrompidos, mas ainda não se esgotaram. Para escrevê-lo, estou me inspirando em histórias que vocês, leitores, têm me enviado (fiquem tranquilos, nenhuma história será contada literalmente, nem seus nomes serão expostos).
O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2013.

Como colaborar:

·        Entre no site Vakinha, clicando neste link
·        Clique no botão “Contribua Já”;
·        Escolha a forma de pagamento (boleto ou cartão);
·        Escolha o valor com o qual você quer contribuir (quantia mínima: 5 reais);
·        No lançamento do livro, você recebe um exemplar em casa;
·       Toda contribuição é bem-vinda, mas infelizmente só poderei enviar exemplares para contribuições acima de 20 reais, por causa dos custos de impressão, revisão, arte etc.

Quem curtiu a ideia, pode me ajudar a divulgar. ;)

Um beijo ansioso,

Priscila Nicolielo.

quarta-feira, 27 de março de 2013

EU LEIO: PUERIL, DA CLÉO DE PÁRIS



Talvez a atriz brasileira mais bonita que eu já vi. Conheço ela daqui da platéia. Cléo sempre no palco. E sei que fazemos aniversário bem perto, se isso faz duas pessoas terem algo em comum, eu não diria que estão errados. A sensibilidade na escrita E a doçura agressiva na interpretação me fazem debruçar no blog dela. Delicado e sonhador. Os pensamentos da Cléo soltos em terceira pessoa. 

O texto abaixo, se chama Nítida, onde “alguns amores não adoecem”. Adormecem ?


ela tem visitado os velhos suspiros. com ar e cavalos marinhos, que fique
registrado.
é uma moça acostumada a ganhar chapéus e declarações.
tem os olhos no infinito. azul. o infinito e os olhos.
seu tempo desatou a correr em ritmo de can can. ela corre junto! boneca frenesi.
o jardim, todo com orvalho, embrulhado pra presente. embrulhado pra futuro. janelas
e amoras também.
dos pax de deux com a chuva, aprendeu a serenar. e a ficar bem branca sentada no 
banquinho de mármore. bem branco ele também. 
possibilidades, é isso que embala seus sonhos! eles dormem tranquilos feito fadas
de algodão hering. mas alguns, esboçam lantejoulas. sim, descaradamente!
a noite inteirinha refletiu, e ao amanhecer, soltou o cabresto da esperança. "ufa!"
(as duas em uníssono).
e eis que toca o safado telefone: "boa noite, a senhora possui o purificador de água
europa?" não, ela não possuía. possuía esmalte de todos os nomes, vendavais pra lá e pra cá,
mandalas, piruetas, alecrim... mas nada de purificador de água europa. ela possuía
um amontoado de paz e foi o que disse pra moça. e contou que juntou com o tempo, 
tirando as pedras e as pestes do redor e espantando as lágrimas. e a moça do 
purificador: "então boa noite."
ela não consegue matar nada, além de baratas... mas é por isso que desliza. nem se
derrete em exageros, mas em caleidoscópios sim.
ela outra vez, debruçou-se sobre o enfim e viu. viu que alguns amores não adoecem.
e isso pode ser bom! que alguns amores morrem por acidente, ataque cardíaco.
são fracos alguns amores, pobrezinhos... e isso pode ser bom! e que existem
moços tão puros, que ainda conseguem se encantar, viu senhor Enfim?



Gostou do texto? Acompanhe o blog Pueril, da Cléo de Páris.


segunda-feira, 25 de março de 2013

SÓ O (MEU) AMOR ME IMPORTA



   Não conto história alheia não, moça. Só sei desenhar as minhas. Só traduzo o que sofri. Só revivo o que sinto, como quando o meu coração desmontou de tão aguado. De tão abatido. Coração fraco. Você me pede que agrupe palavras para narrar o seu amor, mas eu não sei fazer isso não. Ignoro amores além da janela. Esnobo seus ruídos. Amores tontinhos. Só me interessam os corpos que alcancei e os olhares que perdi. Só há beleza quando sobro. Só há palavras quando meus sonhos se despedem de mim. Ou desaparecem sem telefonema, sem post-it na geladeira. A sua história não comove a minha vontade de popular telas em branco, moça. As suas lágrimas sou incapaz de escutar. Meu caderno é egoísta demais para abrigar amores que não me pertencem. Não me odeie não, moça. Mas é que ultimamente a falta dele tomou conta de todas as minhas páginas. E enquanto meus livros deixam de cheirar a livros, porque cheiram a dias com ele, eu não posso falar de você. Só posso rabiscar por mim. Tentar decifrar o que querem as borrachas, que passam à força por cima das minhas paixões, me obrigando a apagar o que vivo e que está bom. A mentir que não me importo. Que não gosto. Gastando dias inteiros com lembranças. Escondendo carências. Por isso, moça, me entenda. Seu romance é livro na estante. E essa minha tristeza, a única coisa na cabeceira.  

sexta-feira, 22 de março de 2013

LISTA FASHION: AS MARCAS DE ROUPA QUE AMO


Pra quem não sabe, eu sou roteirista de um programa de Moda, o Esquadrão da Moda, do SBT. Isso quer dizer que passo 50% dos meu mês dentro de shoppings e lojas e olhando pros looks incríveis que o Arlindo Grund, a Isabella Fiorentino e a produtora de moda do programa Tâmara Guzman montam. Dá vontade de comprar tudo, mas ficar pobre não está nos meus planos para esta vida. O problema é quando vou gravar em certas lojas, ou melhor, nas minhas preferidas, nem sempre volto sem sacolas pra casa. As marcas são essas abaixo, separei também a peça que mais gostei das coleções atuais, só pra vocês entenderem do que estou falando.

vermelho com verde musgo = amor.

é oficial: voltarei a ser ruiva.

alá o preto e branco a la Chanel bombando!

Branco em mim. Por que, não? 

  • 284 (a loja dá desconto de 15% pra estudantes. veja o lookbook e siga o instagram): 
Divertido!


 E vocês? Ondem compram?
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