eu imagino uma faixa de sol decorando a sala...
imagino o barulho da chuva cutucando a janela de alumínio... e tempestade guerreando com calças jeans e toalhas quase secas.
penso no cheiro de café que deve fazer toda manhã e no quanto os azulejos azuis deixam o ambiente mais escuro.
e na campainha tocando... quebrando a minha solidão.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
É BOM?
É fato Não sou de pontos finais Gosto de preencher a folha toda Espremer as letras pra tudo caber Amontoar cada frase vivida Até o último espaço livre.
Sou de esgotar páginas
Sou de esgotar páginas
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
ESCADA
*
Não me lembro do que ele disse. Desperdicei esse segundo vasculhando manchas vermelhas em seu rosto, alguma gota de suor ou um sorriso reprimido. Algo que denunciasse um coração disparado. E quando os meus sinais estavam próximos de arrebentar a discrição eu fui embora sem olhar para trás.
Desconfio que ele tenha me dito oi.
*
Não me lembro do que ele disse. Desperdicei esse segundo vasculhando manchas vermelhas em seu rosto, alguma gota de suor ou um sorriso reprimido. Algo que denunciasse um coração disparado. E quando os meus sinais estavam próximos de arrebentar a discrição eu fui embora sem olhar para trás.
Desconfio que ele tenha me dito oi.
*
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
FÚRIA IMPERMEÁVEL AO SONO...
*
Fúria impermeável ao sono. Violenta, enrola meu cadáver ainda quente em lençol cansado. Quase enforca. Os dentes se chocam. Topam-se na madrugada. Se esfarelam. Quem vence? O desejo da sua carne entre eles. O sangue purificando o ódio esquecido no próximo copo. No próximo corpo. Um sentimento opaco. Invisível daqui.
As pálpebras cerradas enterram. Medrosa da imagem, parto. Fecho. Não hesito. Mais.
*
Fúria impermeável ao sono. Violenta, enrola meu cadáver ainda quente em lençol cansado. Quase enforca. Os dentes se chocam. Topam-se na madrugada. Se esfarelam. Quem vence? O desejo da sua carne entre eles. O sangue purificando o ódio esquecido no próximo copo. No próximo corpo. Um sentimento opaco. Invisível daqui.
As pálpebras cerradas enterram. Medrosa da imagem, parto. Fecho. Não hesito. Mais.
*
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
HE ('S)
Eu não me lembro se foi o que ele disse ou como ele disse.
Ou se ele NÃO disse. (...) Eu quis ir pra casa. Joguei meia lata quente. O lixo ainda tava vazio. Era o começo. O dj não tava nem suado ainda. (...) Ela cantou. Eu viajei. Me and my head high. Ela destruiu. E eu pensei. Talvez ela combine mais. A voz seduzindo um microfone. Meu olho não focava direito. Deu sede. Eu só pensava no que ele me disse ou em como ele me disse.
Mas lembrei. Ele não me disse mesmo.
Uma água sem gelo! O silêncio dele desenhando meu comportamento. Minhas frases cambaleantes e eu desprezando bate papo de fumódromo.(...) Parece que tem fumaça aqui dentro. É que olhei pro balcão e pensei naquela noite. Eu achei que só em filme ruim o flashback vinha embaçado.
Naquela. Quando eu não desgrudei de você.
Naquela em que derrubei alguma coisa na camisa de não sei quem.
Eu nunca desgrudo. Com você não dá.
Era você esses dias cantando ali nos fundos?
Ela canta tão bem. Que eu até me esqueci dele.
Eu fui pra casa triste por um motivo novo.
Eu fui pra casa tentar dormir.
Mas a voz dela não deixou.
You go back to her and I go back to us.
Us.
Us...
Quantas vezes? Sempre.
Sempre um us. Ou mais.
Mas sempre.
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