segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

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o que você chamou de fissura, eu batizei amor. meu amor. psicoticamente devotado. meu way of love.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

essa noite tive medo. você dormindo na periferia da cidade. sem acesso às leis do lugar. você deixou a janela aberta? não repita isso. além de baratas e pernilongos, elas convidam gente mal intencionada e sorte sua não ser mulher fisicamente para o pior lhe acontecer. você dorme com aquela bermuda xadrez ou a tem dispensado. mesmo aqui no centro da cidade, onde é mais alto e fresco, tem feito calor. durmo nua para não molhar camisolas. o ventilador quebrou e o dinheiro usei para quitar o fogão. eu tenho cozinhado todas as noites e me lembro de você quando uso alecrim. uma pena ter deixado a minha muda morrer. como fiz com você. uma pena.

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Não raramente perco a esperança.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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olhei pra sua foto e ela não tinha mais aquela luz cafona que te circundava. o tempo venceu, meu amigo.


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

BAMBOLÊ



A menininha vai na frente com meu vestidinho preferido. O bambolê na cinturinha. Roda. Zás. Roda, roda e cai. Desce a escada, enquanto sua tia conversa na esquina. Eu sigo sua figurinha. As sapatilhas invadindo a minha casa.
- Cadê a minha tia?
Logo vem a sua tia, menina. O bambolê rebola zás na minha frente. As trancinhas brincando junto. A saia do vestidinho se arrepia de felicidade. Posso ver a rendinha exibida da calcinha. A menina não para. Zás.
- Cadê a tia?
Logo vem a titia.
- Não quero logo. Quero agora.
Menina, você quer uma surpresa? O bambolê interrompe sua cena. Ela se rende à curiosidade da surpresinha. Antes feche a porta, menina. Feche a porta e me pergunte Titio, qual é a surpresa gostosa que você tem pra mim? Diga, menininha. Ela não quer dizer. As mãos dela apertam meus joelhos e a bundinha arrebita. Ela fecha a porta, mas não gosta de repetir.
- Não digo.
Ah! Não diz. Que gracinha. Se encaixa de novo no brinquedinho e roda. Roda. Eu só observo. O vestidinho roda junto. Roda. Roda sem cair, como o bambolê. Zás. Zás.
A tia da menina na porta.
Mas eu ainda estava sentado.
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