sexta-feira, 22 de março de 2013

LISTA FASHION: AS MARCAS DE ROUPA QUE AMO


Pra quem não sabe, eu sou roteirista de um programa de Moda, o Esquadrão da Moda, do SBT. Isso quer dizer que passo 50% dos meu mês dentro de shoppings e lojas e olhando pros looks incríveis que o Arlindo Grund, a Isabella Fiorentino e a produtora de moda do programa Tâmara Guzman montam. Dá vontade de comprar tudo, mas ficar pobre não está nos meus planos para esta vida. O problema é quando vou gravar em certas lojas, ou melhor, nas minhas preferidas, nem sempre volto sem sacolas pra casa. As marcas são essas abaixo, separei também a peça que mais gostei das coleções atuais, só pra vocês entenderem do que estou falando.

vermelho com verde musgo = amor.

é oficial: voltarei a ser ruiva.

alá o preto e branco a la Chanel bombando!

Branco em mim. Por que, não? 

  • 284 (a loja dá desconto de 15% pra estudantes. veja o lookbook e siga o instagram): 
Divertido!


 E vocês? Ondem compram?

quarta-feira, 20 de março de 2013

EU LEIO: ENTRE TODAS AS COISAS, DO DANIEL BOVOLENTO


A partir de hoje, toda quarta-feira, vou indicar textos e blogs que sempre acompanho. Espero que gostem das minhas dicas. ;)




Daniel Bovolento é meu parceiro no Casal Sem Vergonha. Garoto só na idade, seu texto amadurece a cada dia. Cheio de projetos e vontade, já faz seu barulho na literatura virtual, mas tenho certeza que, com um pouco mais de estrada, vai estar entre os grandes escritores um dia.

Como Ela Sempre Foi é um texto melancólico do jeito que gosto. E pra mim foi uma honra saber que tem um pouco de inspiração nos meus.




Desliza pelas bordas da banheira. Se agarra ao que não era dela. Sai sem toalha pra não glamurizar a cena. Se vê nua em pelo e mesmo assim a vergonha era outra. Abre as janelas da sala e observa o que ele faz no banho. Bota a água pra ferver e sai desfilando pelo décimo andar do apartamento. Merece mais que isso. Sobe num dos saltos novos e vê o mundo de cima. 15 centímetros a mais de lucidez. Pergunta se está tudo bem e se ele quer alguma bebida. Recusa. Como sempre. Rejeição até num gole rápido. Ela bota conhaque pra dois e brinda a sós. Nua. De Salto. Resolve maquiar-se. Borra os olhos a cada lágrima. Os cabelos ainda molhados da banheira. Averigua se as olheiras aparecem ou se parecem levemente forçadas de fuligem como ela pretende que sejam.  Abaixa a fotografia dos pais e desliga o celular. Desfila mais um pouco pelo décimo andar. Maquiada. Nua. De Salto. Não gosta de barulho, mas o silêncio da casa já a perturba há tempos. Mira o espelho e vê que ainda tem alguns poucos pelos pubianos avermelhados. Sorri com um gosto depravado antes de acender um dos cigarros dele. Ele nunca sentiria a falta do vermelho dela. Sufoca um pouco e deixa sair o ar. Em estado efervescente. Evaporando. A chaleira começa a soltar algum vapor e o chiado é tímido. Como o dela. Apesar dos fios de um vermelho chamativo. O gosto do conhaque é forte e desce rasgando sua garganta. Como ele. Pensa se deveria usar um vestido pra ocasião da despedida, mas prefere se agarrar à mesa de jantar e desfilar no alto. Os janelões da sala não têm impressões digitais. Como eles dois. Sem vestígios. Sem fumaça. Sem conhaque. De salto. Nua. Maquiada.
Apita a chaleira e ele já não consegue mais se concentrar na própria distração. Corre para a cozinha e desliga o fogão. No mesmo momento em que ela se desliga dele. Corre os olhos pela sala. Observa o janelão da sala e as marcas de dedos visíveis no vidro. A garrafa aberta. O conhaque esparramado. As marcas de salto na madeira da mesa. Um baque surdo. Era tudo o que ela tinha sido durante esse tempo todo. Omitida pelo chiado de uma chaleira. Ele não ouviu nada. Mas essa era, certamente, a primeira vez em que ele a via. Sem vestígios. Sem fumaça. Sem conhaque. Como eles dois. De salto. Nua. Maquiada. Do alto do décimo andar. Em uma pose caricata no chão. Envolta num vermelho escarlate. Como ela era. E podia jurar que a boca imóvel dela esboçava um sorriso malicioso enquanto os pedestres se chocavam com a queda voluntária.


Gostou? Leia o Entre Todas As Coisas, blog do Daniel Bovolento ou siga ele no tuíter. 

terça-feira, 19 de março de 2013

É PIQUE! É PIQUE! É UMA PORÇÃO DE PIQUE!


Dia de arremessar desejos e me lembrar que toda vez a mãe puxa a orelha de acordo com a idade. Temo ficar com o lóbulo da direita maior que o da esquerda.
É quando a nona e a tia Paola ligam às seis da manhã para serem as primeiras a falar comigo. Em seguida a tia Dina, a quem faço acreditar ter sido o meu único telefonema até o momento. 
Dia de ganhar o bolo de brigadeiro da tia Dulce. De pensar que o presente do irmão caçula vai chegar alguns dias atrasados, pelos Correios. Dia de saudade.
E pensar que sempre chove. Eu olhando de dentro do carro o shopping center cheio de gotas de água, ansiosa pelo presente que o bolso do pai pode comprar.
Dia de não saber quem vem. A insegurança de uma festa vazia como o meu porta-moedas. Aniversário é como estrear peça de teatro. Será que ele vem? Qual desculpa ela vai inventar. Vai caber todo mundo? Quero cancelar tudo! Não. Eles virão. Eu acho.
Dia do coração sambar a cada ligação. Quem lembra? Quem é de felicitar ainda por telefone? Mensagens de celular estão cada vez mais raras. Frases no facebook apenas para não passar em branco. Aceito tudo, não se preocupem. De pombo-correio a presentes virtuais. Como essas fotofrases, que pedi às minhas leitoras com a minha cara de pau e que fui recebendo por esses dias. Obrigada a todos que registraram um pouco de mim na vida de vocês.

Feliz Aniversário!
por Thamy Silvia


por Carolina Nunes

por Beatriz Luna

Mariene Baccarin, da página Gotas de Emoção

por Thamy Silvia

por Liliane Chagas
Por Cíntia Rosini
por Rafaela Freitas

por Aline Di Giacomo

por Adriana Brunstein

por Cintia Rosini

por Pedro Augusto

por Dannie Karam

por Fábio da Luz

por Vanessa Monho

domingo, 17 de março de 2013

O VESTIDO E O VENTO MALICIOSO DA CIDADE

ou

Ela desce a rua.


foto retirada do site weheartit.com


   Ela desce a rua como se. Não encara o céu. Ignora olhares e quase sempre tropeça. Buzinas. Os semáforos piscam. Os carros escorregam pela avenida que parece viver entupida de estresse. Ela tem um vestido que se espreguiça sempre que um vento assopra. Uma espécie fajuta e romântica e mais colorida de uma Marilyn Monroe vulnerável. A cada esquina, um amor acena. Aquela festa com quatro pessoas e um amasso no elevador vermelho e charmoso. A janela do apartamento em que ele morava, num prédio sem vida, incomodado frequentemente pela cidade acordando, pela cidade se divertindo, pela cidade voltando pra casa acelerada de tanta bebida ou pó, desafiando os radares, os pedestres e a conta bancária magra  e  farta de multas.

   Ela desce a rua como se precisasse chegar a algum lugar. Nunca se perguntou o que quer. Apenas vive. Desliza nos seus dias sem controle.

   Ela desce, o vestido repete a estripulia. As mãos dela, carregando unhas pintadas de azul claro como daquela vez em seu aniversário, vetam o tecido. Ele enfrenta. Provoca. Ordena. O vento como aliado. Ao redor, as pessoas se divertem, apenas uma mendiga se posta indiferente e grita alguns palavrões para si enquanto organiza o seu papelão na porta de uma loja falida.

   Ela não precisa chegar a lugar nenhum. Ela não precisa chegar. Ela só precisa relaxar. Talvez alcance algum lugar assim. E então, como em uma coreografia, seus fios de cabelo, suas mãos e a saia do vestido se libertam. Evaporam. Deixam o vento guiar. 

   Ela desce a rua dançando com o vento malicioso. Aonde pretendem aterrissar?

quinta-feira, 14 de março de 2013

LISTOMANÍACA

Hoje começa uma sessão nova aqui no blog!

As listas. Quem me lembrou que eu sempre quis fazer uma sessão dessas no blog, foi a minha amiga Roberta, e assim como ela, talvez eu precise fazer uma lista pra me lembrar que preciso fazer listas.



Eu sou maníaca por listas. Só fui me dar conta neste ano, durante um curso do Carpinejar. Na hora da apresentação, ele pediu que os alunos falasse, além do nome, uma tara. Eu poderia ter dito beijo na nuca, mas não, confessei a minha loucura por listas. O Carpinejar foi incisivo: Você  não gosta de listas, gosta de se frustar, porque as listas nunca acabam Mas isso é assunto pra outro momento (talvez parta uma próxima lista com as minhas maiores frustrações?).

Eu escrevo listas dos programas que devo baixar na internet, listas dos médicos que tenho de marcar, das peças de roupa que gostaria de comprar e até de quantos parágrafos eu tenho de escrever por dia para finalizar uma coluna pro Casal Sem Vergonha.

Pronto. Já podem rir de mim ou, pra quem é humorada, mandar sugestões de listas pro meu e-mail. Vou adorar receber. (Também faço listas de e-mails que tenho de mandar).

Bem-vindos às minhas neuras.


5 séries de tv que você não pode deixar de ver:

  • Criminal Minds #policial #serialkiller (amor verdadeiro, amor eterno),
  • Once Upon a Time ou Era Uma Vez #drama #contosdefadas (a minha nova menina dos olhos),
  • The Borgias #drama #história (já que o assunto da semana foi o Papa latino, talvez o mais sanguinário),
  • Lei E Ordem SVU #policial #pedofilia (não está no ar por tanto tempo à toa)
  • Dexter #policial #serialkiller (tão bom que torcemos pro vilão sem culpa)



E vocês? Têm séries preferidas?


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