quarta-feira, 19 de junho de 2013

5 MÚSICAS QUE EU CANTAVA NO FINAL DOS ANOS 90



Deixei meu iPod no shuffle e ele me trouxe Coffee and TV, música do Blur. Aí eu me lembrei da época da faculdade e me lembrei que eu gostava do pessoal que levava violão pra aula e tocava no intervalo. E com tudo isso, retornaram aqui, na mesa do trabalho, aqueles momentos, as minhas roupas fora de moda, o cabelo bem loiro, rosto mais cheio, um namorado de cavanhaque e a minha insegurança fora do comum. 

Eu gostava de ficar na rodinha de violão com eles. De uma certa maneira, me identificava com aquele grupo, porque eu era de uma banda na época do colégio (e me senti um pouco caipira dizendo isso). Eu sempre cantei (bem ou mal, não importa) mas sempre cantei, só que era insegura demais pra mostrar pros outros como eu fazia em casa, quando ninguém tava olhando. Qual a graça de cantar pro espelho? De escrever um diário secreto? De fazer um vídeo fechado no youtube? Ainda bem que comecei a beber, coisa que pretendo parar, mas isso é assunto pra outro post. 

Coffee and TV me fez recapitular as músicas que tocávamos naquela época, 99 pra 2000. É isso, eu posso dizer que no finalzinho - finzinho mesmo - dos anos 90, eu era uma jovem estudante, bonitinha e bobinha, de Rádio e TV, que adorava ouvir as pessoas da sala cantarem e tinha um sonho: fazer bonito como eles. 

Tinha a Elisa com uma voz que te engolia até quando você falava. Morria de vergonha de cantar perto dela, porque ela era demais. Minha nossa, era mesmo. E o Flavinho, querido amigo do colégio, que tava lá na minha sala e hoje não temos mais contato. Eles dominavam. Então fiz uma lista saudosa de músicas que a gente mais cantava nos intervalos. As músicas da minha geração. Vou dedicar este post pra Marina, pro Flavinho, e pro Marco, os meus melhores amigos daquela época.


Linger, The Cranberries 
Escuto até hoje, me emociono até hoje, sofro até hoje, amo o drama dessa música até hoje. Só paro o dia em que eu acabar.



Jeremy, Pearl Jam 
Eu disse pra um cara do cursinho que ele tinha perfil de quem gostava de Pearl Jam, acho que porque eu gostava tanto e torcia tanto pra que ele gostasse também. No dia seguinte, vi um amigo emprestando o Ten pra ele. E uns quatro meses depois, namorico de 2 anos eu + ele. Adoro.




Coffe and TV, Blur




What's Up , 4 Non Blondes 

Na adolescência, eu tinha um chapeuzinho parecido com esse que a Linda Perry usa no clipe. Pensem: jeans rasgado, camisa xadrez e esse chapéu= grunge= amor.
A Elisa cantava essa música toda vez, lindamente, lindamente.




Who You Save Your Soul, Jewel 
Acho que só eu cantava essa, com aquela voz embargada de timidez. Um fiasco. Um dia posto um vídeo cantando nos dias de hoje, porque meu amigo Neto falou que, quando eu bebo, arraso cantando isso aí. SAAAAAAAAAAAAAAAby?





terça-feira, 18 de junho de 2013

ROBERTA INDICA: PORNOPOPEIA, DE REINALDO MORAES



  O PRAZER DA LÍNGUA


Ou a língua que dá prazer? É... língua é bom...

Pra ser bem sincera, faz um tempo que eu estou brigando com a folha em branco, pensando como falar sobre esse livro.

Mas tudo bem, to igual ao Zeca, protagonista do PORNOPOPEIA.
Ele passa boa parte desse romance brigando com uma folha em branco também. Mas eu, diferente dele, sou mais, digamos, ajuizadinha nessa briga.

O Zeca é cineasta, ou foi, agora ele está tentando escrever um roteiro de vídeo institucional de embutidos de frango. Já passei por isso. Ter bloqueio criativo pra escrever roteiro de institucional é foda.

Mas é daí que parte PORNOPOPEIA, de Reinaldo Moraes.
E é mesmo um épico. Uma epopeia pornô, como o nome tão obviamente sugere.

E o título é só a primeira das maravilhosas, deliciosas, saborosíssimas brincadeiras, lambidas, trepadas com a língua portuguesa que o Reinaldo Moraes faz.

Uma verdadeira suruba linguística cheia de imagens drogadas, doidas, dadeiras...

Ihhh, olha lá, to me perdendo na narrativa, que nem o Zeca se perde nos dias dele.

Vamos recomeçar.

Dessa vez, prometi a mim mesma que não ia colocar no post desse livro nenhum trecho. Nenhum. Porque não ia me fazer essa tortura de ter que escolher um ou outro trecho. É simplesmente impossível.

Mas se você quiser um conselho, desses que bêbado dá no fim da noite no boteco, me escute: a próxima vez que você estiver flanando por uma livraria qualquer, folheie PORNOPOPEIA e entenda o que eu estou dizendo.
Não, melhor: compra PORNOPOPEIA e entenda o que eu estou dizendo.

PORNOPOPEIA é um dos melhores romances que li nos últimos tempos.

Mas não vou continuar sem dar um aviso: sim, PORNOPOPEIA é sujo, é cafajeste, é imoral, é machista, é fedorento. Mas é só prazer, do começo ao fim.

Reinaldo Moraes mete em todos os lados: na cabeça com a narrativa simplesmente genial. Na boca, com momentos de rolar de rir.
E lá, porque tem cenas, que se pretendem, excitantes. (a não ser que você seja uma freira moralista)
Tudo bem que uma das características do livro é quebrar a excitação do momento, coisa que Reinaldo Moraes faz tãããoo bem. Zeca, o protagonista, sai em devaneios até nos momentos mais sórdidos: olhando pra bunda (pra dentro da bunda) de uma puta, por exemplo.

Mas venhamos e convenhamos, não é todo dia que nós, mulheres, temos a generosidade de um escritor de nos escancarar como funciona a cabeça de um verdadeiro cafajeste de olhos azuis.
E te garanto que não é a única coisa que Reinaldo escancara nesse livro, ou arreganha, como preferir!

O Zeca é a metáfora perfeita do homem (e mulher?) contemporâneos. Quer tudo agora. Na hora. Satisfazer o desejo já. Mimado, niilista, egoísta e descartável – como a própria contemporaneidade.

Mas a verdade é que Zeca sabe como ninguém caminhar pela boca do lixo de São Paulo, lê-se baixo Augusta, Santa Cecília, Centrão. E sabe como ninguém se meter em encrenca. E se divertir.

Ele só não consegue escrever o tal roteiro de institucional de embutidos de frango.

Se eu fosse você, eu seguiria meu conselho (e eu daria o mesmo conselho se nós estivéssemos conversando num boteco perto da Praça Roosevelt). Não deixe de ler PORNOPOPEIA
Só não diga que eu não avisei sobre o que se tratava...

Serviço: PORNOPOPEIA
Autor: Reinaldo Moraes
Editora: Objetiva


*

A autora do post: Roberta Nader é ativista pra mudar o mundo. Roteirista no horário comercial. Leitora compulsiva. Escrever é uma vontade... Que nunca passa. 
Leia o blog dela clicando aqui.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ESCREVA UM POST SOBRE ESTA IMAGEM

Na semana passada propus que escrevessem sobre chinelo.

Aparentemente, meus leitores, têm mais facilidade para falar de coisas abstratas, como o tema da semana passada "Silêncio".




Eu tenho um texto antigo que fala de chinelo: Conveniências. Já conhece?

Seguindo!

Pegando o embalo desses últimos dias no país, escreva um post sobre esta imagem:

foto: Clara Luz

domingo, 16 de junho de 2013

INSPIRAÇÃO: PARA ESCREVER


Depois de olhar pra essa foto, ganhei um novo sonho.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ESCREVA UM POST SOBRE SILÊNCIO



Na semana passada, propus uma brincadeira de escrita, inspirada no tumblr Write One Leaf About.
Aí sugeri que vocês escrevessem sobre O silêncio.

E aqui estão os links dos guerreiros que tiraram uma folga da rotina para escrever:
Gostaram dos textos?

Eu também escrevi. Publiquei O Silêncio Em Você no domingo. Alguém leu?

Vamos continuar!

Escreva um post sobre chinelo.

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