quinta-feira, 19 de novembro de 2009

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Gisele do Mangue. Lê e escreve em três línguas. Pele branca. Unhas limpas e bem feitas. Dá conselhos, mas também pede. Discreta. Aplica um decote somente quando necessário. Bom conhecimento de Woody Allen. Usa hashi com maestria. Sabe soletrar "ansiosa". Anda de salto sem problemas. Não liga no dia seguinte. Conhece Beatles. Possui cartão de crédito. Paga a conta do cartão de crédito. Prefere champanha, mas toma cerveja. Divide a conta. Finge que não vê erros de português, mas não digere "é nóis". Preço: A Combinar.

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refazendo:

acho que vou fechar isso aqui.

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acho que vou fechar isso aqui...

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

HE ('S)

Eu não me lembro se foi O QUE ele disse ou COMO ele disse.

Ou se ele NÃO disse. (...) Eu quis ir pra casa. Joguei meia lata quente. O lixo ainda tava vazio. Era o começo. O dj não tava nem suado ainda. (...) Ela cantou. Eu viajei. Me and my head high. Ela destruiu. E eu pensei. Talvez ela combine mais. A voz seduzindo um microfone. Meu olho não focava direito. Deu sede. Eu só pensava no que ele me disse ou em como ele me disse.

Mas lembrei. Ele não me disse mesmo.

Uma água sem gelo! O silêncio dele desenhando meu comportamento. Minhas frases cambaleantes e eu desprezando bate papo de fumódromo.(...) Parece que tem fumaça aqui dentro. É que olhei pro balcão e pensei naquela noite. Eu achei que só em filme ruim o flashback vinha embaçado.
Naquela. Quando eu não desgrudei de você.
Naquela em que derrubei alguma coisa na camisa de não sei quem.



Eu nunca desgrudo. Com você não dá.



Era você esses dias cantando ali nos fundos?
Ela canta tão bem. Que eu até me esqueci dele.
Eu fui pra casa triste por um motivo novo.
Eu fui pra casa tentar dormir.
Mas a voz dela não deixou.

You go back to her and I go back to us.

Us.

Us...

Quantas vezes? Sempre.
Sempre um us. Ou mais.
Mas sempre.

NÃO É SÓ NA UNIBAN...

Eu que no sábado trajava um vestido curto, mas não rosa, cinza, tive de ouvir um: Aê, UNIBAN! em plena Minas Gerais, rua do moderninho Milo. Minha vontade era arrancar o vestido do corpo e ficar de calcinha e sutiã, para ouvir um: depois que é estuprada, reclama! Aí eu me livraria da lingerie sedenta pelo esperado: branquela, magrela, bagaça. Tudo isso sem nenhum homem me tocar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

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"narciso acha feio o que não é espelho"

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

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E a notícia só piora...

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

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Ontem recebi uma notícia. Tá até agora em banho maria. Foi meio um baque, porque ouvir isso é sempre um baque. Mas acho que é daquelas notícias homeopáticas, saaabe? Vai ficar ecoando aqui na minha cabeça, no meu passado, por alguns dias...


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APAGÃO 2

Eu tava fechando o zíper da calça jeans quando a luz apagou. Daqui a pouco volta. Não voltou e eu tive de tatear a parede do banheiro do Empanadas pra achar a trinca. Lá fora a paisagem não era muito diferente. Escura. Voltei pra mesa onde a Lucia, a Carol e a Nane me esperavam. E de repente a escuridão se estendia... O papo freou e a gente ficou cada uma no seu celular ligando pra são paulo toda. É apagão mesmo. Liguei pro meu irmão. No Ceará tava tudo normal. Ufa. Era o aniversário dele. Mas velas não faltariam... E eu fiquei puta porque agora que tenho um celular moderno não sei mexer direito. Queria tuitar. Não consegui. Queria dizer que na Vila Madalena o breu deixaria as cervejas chocas. Bem feito. Eles não quiseram vender as saideiras. Fecharam a conta de todo mundo e aquela sugestão das rádios para as pessoas permanecerem no lugar que estavam, não rolou. Nessas horas o Visa passa que é uma beleza! Na volta, dei graças a Deus que os CETs estavam mais preocupados com os faróis desligados. Fiquei dividida entre a rádio Eldorado e a CBN para ter notícias. Vai que alguma facção criminosa de vanguarda resolve fazer performance nas prinicpais avenidas da cidade? Eu, heim. E o engraçado... a rádio USP parecia alheia ao apagão 2. Tava lá tocando alguma música que eu nem me lembro. Ela e a Cidade. Ou Sucesso? As outras fora do ar. Me senti dentro de um best-seller que mais tarde invade Hollywood e chama Tom Cruise e Will Smith para protagonistas.
As minhas amigas disseram que foi porque eu apareci num compromisso delas. Sou sempre a ausente. Estranho, algumas pessoas não aguentam mais me ver e elas reclamando de meus sumiços. Então ontem, ou chovia ou dava curto mesmo. E essa é a foto que a gente tirou minutos antes.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

EU FAÇO, EU VOU, EU LEIO, EU DANÇO, EU CURTO, EU FESTEJO, EU ASSISTO, EU BEBO, EU...

Ando me sentindo como um quarentão recém-divorciado. Daqueles que se casaram bem cedo e tiveram de honrar o juramento católico perante um padre e algumas madrinhas coloridas com laquê no cabelo. Faço tudo o que tenho vontade. Estou quase invadindo a Pink Elephant, balada frequentada por gente disposta a desmbolsar 350 reais para sorrir lá dentro. Mas quem me conhece, sabe que não chego a esse ponto. Tô quaaaase lá.
Bom, mas nessas semanas deixei um pouco de lado a minha amada Praça Roosevelt e fui conhecer muitos lugares diferentes. Calma. Isso não me impediu de conferir o Rose Velt, novo bar da praça, ideal pra quem gosta de cachaça, tem a Boa Vida que se não me engano é de Bragança Paulista. Lá tem lanche com a piadina, que eu amo, um pão italiano típico da Emilia Romagna, região da minha família. Uma delícia!
E tem o Bar Brahma dentro do Aeroclube lá no Campo de Marte. Dei sorte de ir lá numa tarde bem quente e tomar um chopp bem gelado. Por acaso descobri que um amigo de colégio, dirige o tal do Aeroclube e é piloto. Até parece que não vou dar uma voltinha de jato por São Paulo!
E eu que nunca tinha ido na Inferno, na Augusta, não sei por que, fui parar lá nessa sexta para ver o Marky Ramone, único sobrevivente dos Ramones, discotecar. O cara usa uma peruca com o cabelo que se usava em 74. Juro. Meu pai tinha a cabelo igualzinho. Vi numa foto 3 X 4, daquelas que vêm com a data. Ele usa peruca por quê? Tem medo de não ser reconhecido como antes? Também achei esquisito ele tirar fotos das pessoas que se aproximavam para clicá-lo. Como se fosse o Tom Cruise. Que merda. Não tenho nada pra falar sobre o repertório dele. Fiquei pouco. E nem curto tanto esse tipo de som pra prestar atenção. A menina fazendo strip tease me entreteu mais. Assim comooooo ver o Rodrigo Santoro na fila da montanha-russa do Playcenter, no sábado no Planeta Terra, show que teve Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth etc... como é belo o rapaz! Jonas disse que eu estava bêbada e não era Santoro. Eu retruco dizend que Vodka Absolut é a única coisa que não me derruba. Prefiro achar que era ele sim. O show foi incrível. Tive que descer do camarote da Axe (presente de minha amiga Molinaro) pra pular na poça de água e cantar com The Ting Tings que that’s not my name! Porque sofro disso: sou Priscila e não Patrícia, pô!
E também teve churrasco na casa de amigo de infância. Como é bom cultivar amigos. Há quanto tempo eu não frequentava um churrasco com piscina? Sempre me sentindo culpada por não estar diante do laptop! Coisa que o João Fábio Cabral deve preferir, já que estreia peça a toda hora. Fui assistir a nova dele na sexta-feira Me Leva pra Casa, com os amigos Gui Gonzalez e Mariana Blanski no elenco. E vou bater na mesma tecla: essa coisa da vida breve tem me pedido atenção especial. Medo. Sempre. Encontrei lá o querido Gustavo Haddad, que tá fazendo a luz (linda!) do espetáculo. Adorei saber que ele passa por aqui de vez em quando. O Gustavo leu a minha primeira peça Desencontro no CCBB. Fez bem pra caramba. Espero trabalhar com ele de novo um dia. To orgulhosa do Gui. Estreou três peças nesse ano sem grana, na raça. Tem que ir atrás do que gosta mesmo, né...
É isso.
Escrevi.
Deu vontade de contar.
Sobre as minhas noites.
Que têm acabado bem.
Sem gritaria monólogo dentro do carro.
Sem limpar lagriminhas no banheiro.
Gosto.

PS: ainda lendo Areia nos Dentes. No comecinho...
PS2: Ainda escrevendo a peça do meu curso de Dramaturgia. No comecinho tb.