segunda-feira, 14 de março de 2011

quando não

se Horácio entendesse de limites, Janaína não precisaria treinar o silêncio. se a areia não fosse áspera, as ondas não seriam tão agressivas. a reação que a reação provoca é cumulativa e sobe. sobe. sobe. sobe. até marear. até cutucar calçadas. até rachar os limites que Horácio não entende. transbordando no silêncio de Janaína. gotejando a paciência da moça. que um dia (a paciência) se afoga mesmo. os dois perdidos num mar. afastando-se. apagando-se. sem gritos. acenos. tentativas de resgate. nada. nem um pingo salgado de remorso. só a maré de quase olhares interrompida. um tsunami de desocasiões. destruindo os momentinhos que aportariam. ou naufragariam. ninguém sabe.

2 comentários:

disse...

que bonito!

(sei que vc nào gosta muito desse tipo de comentário que não acrescenta nem desacrescenta...) mas achei bonito!

:)

Priscila Nicolielo disse...

hahhah tchu tchu fica a vontade.
eu digo que nao gosto so pra fingir que odeio elogio... rs)
beijos

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