sexta-feira, 17 de maio de 2013

30 HORAS



Contas. Vontade de ondas. Pó no canto da sala. Cerveja seca, a lata.
Tarefas chovendo na cabeça. Acumulam-se.
Melancólico e solitário, o meu olhar.

Tem lista na minha frente. Tem buzina. Tem medo. Tem teto. Tatuagem cinza no céu. Tem branco. Tem tudo o que deixei pra trás.
Entupindo.
Transbordando.

O tempo taquicardíaco.

Não tolero meus fracassos, tontos. Tentativas tontas.
    Tanta coisa.

Teus beijos distantes - tão distantes que me dão pressa. Taquipressa.

Tuas palavras de antes.
Trepadas. Pra tua coleção.
Fui teu tédio.

Mas tem a lista pra ticar. E o dia pra se despedir. Tem a comida fria. Tem o banho que não aquece. Tem pílula. Tem trabalho que só o celular pra lembrar. E linhas vazias aguardando a porra sair do teclado.
E as contas.
A fissura por ondas.

Então todas as nossas vezes deixadas pra depois.

8 comentários:

Jéssica Pinheiro disse...

Teus beijos distantes - tão distantes que me dão pressa. Taquipressa...
Então todas as nossas vezes deixadas pra depois.

Priscila Nicolielo disse...

<3

Larissa Castro disse...

Gostei. (:

disse...

Me sinto assim também
bem assim

disse...

Me sinto assim também
Bem assim

Priscila Nicolielo disse...

ai, ai...
cadê dia de 234 horas??? rs

Anônimo disse...

Percebo o delirio da poesia no que você escreve e isso é perfeito, e isso me faz querer ler muito mais os teus textos.

Priscila Nicolielo disse...

Oba. ;)

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