quinta-feira, 27 de março de 2008

VODU

Agulho o peito de pano

É pouco!

Espeto sua cabeça de espuma

Arranco a mordidas braços e pernas

Você não arde

Ela não transborda

nem sangra


O flagra se repete

Você, a mesma

Cravo em seu peito um espeto de carne

Cai o meu boneco de pano

Escorre a sua última indiferença

6 comentários:

Fellipe Fernandes disse...

Minha parte favorita:
"O flagra se repete.
Você, a mesma."
Mais do que a sensibilidade de seus textos, eu gosto é do trato, do seu manejo dessa sensibilidade. Para mim, existe no que você escreve um anseio de rancor sem culpa, mas não do tipo que deixa a gente estagnado, mas daquele que nos impele à não ficarmos indiferentes. Sentir não é o caso: é ressentir (lá vai a psicanálise...rs) melodramaticamente (olha que isso não é nem um pouco ruim...rs)
eu já gosto muito de você, sabia?
bjão

Priscila Nicolielo disse...

Feee, obrigada!
Beijos e até daqui a pouco, né!

Filipe disse...

Demais essa viu amore!!!!

Muito mermo!!

Joe disse...

Aew....
Muito tempo sem aparecer pra dar uma lidinha....
Pelo menos tem bastante coisa pra me ocupar!!!
Bjos!

Chá de Fita disse...

Não transborda nem sangra...
Maldita

Priscila Nicolielo disse...

Joeee, quanto tempo! Apareça mais. Saudades!

Valeu Filipeee. Você tem de entrar no próximo "poema coletivo", heim!

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