terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu tava andando. Acho que colhendo flores. Ou outra dessas imagens bucólicas, que dão beleza a uma vida que só existe em quadro pintado ou na minha cabeça de vez em quando. Quando não quero olhar pro que é real. Só sei que acabei caindo nesse buraco. Não porque quis. Mas também não porque meus olhos me esconderam a presença dele. Talvez as folhas secas o acobertassem de maneira tão romântica que não. Não tive certeza de que o buraco só me esperava. como se consciente de que eu sou dessas que sempre tropeça e se deixa engolir por esse tipo de acidente. Até pensei, em algum momento antes da queda, que poderia haver algo estranho por ali. Mas são como aqueles momentos de beber água no meio de noitadas. Passa rapidinho. E aí sempre opto por continuar a colher flores.
E então caí. Tô aqui. Faz uns meses. Ele nem é tão fundo, eu sei. Mas estou tão fraca, que não consigo sair. Não consigo nem parar pra pensar em como poderia sair. Só penso em dormir no quentinho que faz aqui dentro. Porque também nem é mais primavera e não vejo flores pra colher lá fora. Lá fora nem tem mais sentido como antes.

2 comentários:

Anônimo disse...

ok. confesso. muitas pessoas escrevem esse blog sob o pseudônimo priscila nicolielo. eu, por exemplo, o autor deste post aqui, me chamo Tito Correa.
a pessoa feliz abaixo se chama... bem... se chammmaaa... tvz seja a priscila mesmo. não sei.

Priscila Nicolielo disse...

não... não fui eu não...
bjs

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