terça-feira, 19 de junho de 2012

PRA ENTENDER O QUE SE ESCREVE


Se eu usasse a experiência para arrecadar palavras e, no dia seguinte, a cabeça para encaixá-las em frestas carentes de significados; eu precisaria de suor para checar se cada constelação de frases transborda exatamente o que quero cuspir; e depois esfregaria os exageros, cortaria os perdigotos que ejaculam da língua – o que tem de ficar amordaçado no armário ou esmagado no tapete ou acorrentado na gaveta. O que não precisa ser entendido.

2 comentários:

andré disse...

Uau! temperado!... Muito bom. Parabéns !

Priscila disse...

obrigada, andré. rs

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